Tenho pensando nos meus relacionamentos e em específico o com o Tiago, pois foi o mais recente e é onde as marcas ficam mais evidentes. Foi bem difícil levar esse relacionamento a frente, principalmente por que sentia que tinha perdido um grande amigo por meio do começo do meu namoro, mas eu mesmo fui fraco o suficiente pra não encarar o quanto eu mesmo afetava tudo ao redor. Afetei-me, afetei ao Weeb, afetei ao Tiago, e agora as coisas são como são, não apenas por serem, apesar de que esteja posto assim, é porque eu mesmo procurei isso, quase que em exato. Eu não conseguia demonstrar o sentimento que sentia, era inexpressível por um certo tempo, e quando eu esquecia os problemas que tinham no meu namoro, sim, eu era muito feliz. Eu também enfeitei muito, com palavras bonitas e atos também, gestos e detalhes que só eu mesmo percebia, já que não sou muito de me abrir, de deixar as coisas claras, já que gosto de ser complexado, e então durou metade de um ano, eu pude viver tanta coisa e aprender um pouco mais sobre relacionamento, mas pra mim não foi o suficiente pra ir a frente. Eu estraguei (não sozinho, mas com participação especial do Tiago e Weeb) o relacionamento, e não culpo realmente ninguém, mesmo que queria, mesmo que eu deva por a culpa em algo apenas pra aliviar mais a situação que já a muito passou, quase metade de outro ano tem se passado e os registros, as imagens, lembranças, sentimentos e tudo o mais que infere sobre mim e Tiago estão sempre por ai, nos detalhes. Os sentimentos ainda nem mudaram por completo, a vácuo ainda é um pouco existente e as lembranças estão em toda parte, pelas ruas que eu ando, pelas pessoas que eu converso, pelo meu quarto, pelo tempo e clima e por todo o resto, e sempre me fazendo lembrar e então dar um valor a mais a ele, a quem ele foi e a como tudo se foi, pela forma e tudo mais. Foi uma situação nova, mas não foi expressamente chocante, mas foi realmente inesperada, e que eu sei, passou. E então eu penso em como são os relacionamentos das outras pessoas, como elas morrem depois dos términos e voltas, e os tais "gimme a break" e assim por diante, mas sempre sofrendo e pensando no tudo que foi, no que pode fazer pra fazer voltar, em como é difícil e logo nas próximas promessas de amores diferentes e extintos. Amar é doer, mas amar também é amar, é estar bem e feliz, mas eu acho um erro tão grande, quando nós nos perdemos no amor, quando nos envolvemos e deixarmos que isso tome uma proporção tão grande na nossa vida. Eu não conseguiria me doar pra um amor, não agora e pelo jeito que o meu pensamento está, pois eu sinto que a vida esta ligada a tudo, e o amor é apenas mais uma parte dela, nunca vai ser um amor ou uma pessoa que te completará, que te fará apenas feliz. As razões pra vida, dizem que o maior motivo das nossas vidas é esse, achar um amor pra vida inteira, e não é, não é mesmo, não pra mim. Pois quando somos crianças, não brincamos e brincamos e é este o nosso maior motivo ? e quando jovens é a liberdade ? e quando adultos pra maioria é um rumo de vida ? Então por que agora, eu que sou tão novo, deveria me prender tão a fundo, com tanto afinco assim em apenas um sentimento, em apenas uma pessoa. Por que eu sei que nascemos livres, que estamos predestinados a lutar, a maioria pelas mesmas coisas, que seremos sempre muito parecidos e diferentes, que vamos sorrir e chorar, e nos ferir, nos magoar, nos martirizar, nos vangloriar e nos elogiar, achar que estamos prontos e que estamos perdidos, e tudo sempre tão relativo, tudo sempre com dois ou três e talvez mais lados do que possamos explorar! E então, cadê o ênfase de tudo que vivemos? Para o que estamos predestinados? Desculpa, eu não acredito que esteja predestinado ao que vivo apenas por destino e só, e eu tenho vivido dia pós dia, respirando e olhando o que está ao meu redor e tentado imaginar da melhor forma possível que eu posso mudar tudo, que eu posso fazer da minha vida muito mais e sempre muito mais. Eu sei que eu me canso de estar triste algumas vezes, mas é até bom esse sentimento. Então, acredito que por agora é um passo novo, novamente vou me sentir satisfeito por um tempo que não sei e nem conseguirei determinar, e me centralizarei para que eu possa me estabilizar novamente, pra ser mais feliz do que já sou, sem ter que ter um motivo apenas, e sim todos num todo completo, ser feliz por que felicidade é algo que traz um bem e bom, acredite quando eu digo, tudo isso aqui é triste e vazio, sempre solitário, mas há uma beleza morta, é ai que está, onde está todo o sentido.