Do outro lado, na rua com esquina torta
você pôde encontrar três café's próximas,
escolheu me levar às três, para fumar uns cigarros
e esquentar a garganta com café expresso,
aquele bem amargo, mas que desce bem com
três ou oito colheres de açúcar.
Você pediu por favor, para que eu segurasse sua mão,
você me olhou reto, sorrindo pouco e brincando com
alguns dos meus dedos, começou a rir, sem jeito.
Eu ali sem palavras, fiquei apenas observando,
o que aquele fim de tarde, com sol se pondo iria
me prometer. Eu levei a mão ao seu rosto,
fiz carinho em sua cabeça e baguncei os seus cabelos,
você se entediou, e eu soprei seu cabelo pra animar,
você riu e pediu por favor, eu concordei.
Você ainda queria conhecer dois café's a mais,
dois cafés onde serviriam mais dois expressos com
três ou oito colheres de açúcar, mas eu, assim como você,
não tinha tempo, mesmo que o carinho pós-existisse,
mesmo que ele ainda morasse conosco, nós não podíamos
mais, não mais do que fingir por um tempo que o fim
de um relacionamento era a nossa deixa, a nossa escapada,
para talvez você levar um outro alguém num café próximo,
e eu me acabar em pub's, com amigos e agarros.
Os garotos de fora nunca me interessaram,
os teus abraços ainda não cessaram,
mas ao redor o clima mudou, para um longe e obrigado
'adeus amor'.
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segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Do que penso.
Eu treino meus dizeres diariamente.
Troco de roupa, de pele,
apago cigarro atrás de cigarro,
atiço as ideias perigosas,
arrisco por olhar acima do muro,
o que tem me aguardando,
os planos que se vem guardando.
Eu confesso, iria me apaixonar fácil,
com teus olhos fixados aos meus,
teu braço apertando os ombros,
o peito, pousando o rosto ao pescoço,
deixando a respiração ao meu ouvido;
lenta, quente, maldita e provocante.
Quando eu falar desconsertado,
vou segurar tua mão, tentar me iludir
em ser um pouco seu, realinhando os
meus gostos, tudo sem esforço, aos teus.
Double Post: Um Nome a Escolher
Troco de roupa, de pele,
apago cigarro atrás de cigarro,
atiço as ideias perigosas,
arrisco por olhar acima do muro,
o que tem me aguardando,
os planos que se vem guardando.
Eu confesso, iria me apaixonar fácil,
com teus olhos fixados aos meus,
teu braço apertando os ombros,
o peito, pousando o rosto ao pescoço,
deixando a respiração ao meu ouvido;
lenta, quente, maldita e provocante.
Quando eu falar desconsertado,
vou segurar tua mão, tentar me iludir
em ser um pouco seu, realinhando os
meus gostos, tudo sem esforço, aos teus.
Double Post: Um Nome a Escolher
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Dialogando
Dois amigos discutiam sobre a beleza, a simplicidade,
A distância e a saudade.
Um se perguntou por que tudo havia mudado.
Se maravilharam por tudo que tinham se tornado.
Mas as mudanças,
Que incluem distância e saudade...
Descobriram que, por caso,
Tudo era culpa de um certo desleixo nosso.
Mas o amor sempre faz com que nada mude,
Que a amizade, assim como a vontade de ter alguém aqui, nunca se altera.
B: Sabe que todo dia a gente é melhor? A gente só não sabe disso.
Pbl: Agora eu sei. Obrigado.
Autoria:
Bianca Marinho.
Passa lá: http://sppaconnection.blogspot.com/
A distância e a saudade.
Um se perguntou por que tudo havia mudado.
Se maravilharam por tudo que tinham se tornado.
Mas as mudanças,
Que incluem distância e saudade...
Descobriram que, por caso,
Tudo era culpa de um certo desleixo nosso.
Mas o amor sempre faz com que nada mude,
Que a amizade, assim como a vontade de ter alguém aqui, nunca se altera.
B: Sabe que todo dia a gente é melhor? A gente só não sabe disso.
Pbl: Agora eu sei. Obrigado.
Autoria:
Bianca Marinho.
Passa lá: http://sppaconnection.blogspot.com/
domingo, 13 de setembro de 2009
Queria ser uma nuvem, Lud.

As nuvens, por que não sou uma nuvem? Elas não parecem sentir o que eu sinto, não parecem ter preocupações. Mas ao mesmo tempo eu não teria nada disso aqui, mas eu poderia flutuar e então me dispersar pela cidade, encima das casas, das pessoas, das ruas, das águas, das árvores, e ainda assim eu voltaria pro alto, sendo uma nuvem que o vento arrasta e eu só seguiria de um jeito sempre parecido e tranquilo.
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Um quarto só meu.
Por agora pensei, ironicamente em um quarto só meu,
o que tenho, onde existe meu próprio espaço, com minhas
paredes riscadas e assinaturas com dizeres de namorados,
amigos, conhecidos.
Com suas marcas e seus nomes, suas declarações de amizades
para mim e para outros, suas sátiras, ironias e brincadeiras,
seus desenhos e rabiscos e lembretes também, suas datas.
Então aquela cômoda velha e os objetos básicos, por ali em um quarto só meu. E então uma cama e um sofá verde, uma estante de livros e pensamentos, cheiro de cigarro e cinzas espalhadas, mais pensamentos e sentimentos, tudo misturado em um quarto só meu, onde eu me completava, onde antigamente eu sentia singularidade só minha, poder me trancar, fugir das vozes de outros, ouvidos, palavras, frases, visão e tudo o mais.
Um quarto onde já rolou drogas, sexo, discussões, terminos de namoro, pedidos, risadas, brincadeiras, momentos marcantes, festas, pegação, segredos. Um quarto em chamas, um quarto que queima e me queima as lembranças.
Por isso eu sei, é um espaço que não é apenas meu,
agora sei,
é um quarto sendo meu, mas que nem mesmo eu estou pertencente.
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Pra desejar que volte ao meu mundo.
P: Oi.
Oi.
P: Tudo bom?
Tudo.
P: Saudades de ti.
Hm.
P: Sabia que tenho te ligado?
Sério?
P: Sim, mas apenas pra escutar tua voz e logo depois desligar.
Hm.
P: Sabia também que tenho te criticado e não falado mal de ti, mas tirado graça da tua cara, apenas pra poder falar e assim disfarçar que não sinto mais nada?
Hm.
P: Sabia também que eu ainda sonho contigo e que as vezes eu ainda me sinto mal?
Hm. Não sabia.
P: É, muita coisa que nós dois não sabemos, mas que fazemos e mesmo assim não nos importamos de contar um pro outro.
Ah, para.
P: Sabia que a coisa mais linda em ti, é teu sorriso e teus olhos? E eu vou confessar, pra mim tu és bonito de qualquer jeito, cabelo curto ou longo.
Vai que a gente se conhece de novo.
P: Eu tenho medo. Medo que a gente não se conheça.
Oi.
P: Tudo bom?
Tudo.
P: Saudades de ti.
Hm.
P: Sabia que tenho te ligado?
Sério?
P: Sim, mas apenas pra escutar tua voz e logo depois desligar.
Hm.
P: Sabia também que tenho te criticado e não falado mal de ti, mas tirado graça da tua cara, apenas pra poder falar e assim disfarçar que não sinto mais nada?
Hm.
P: Sabia também que eu ainda sonho contigo e que as vezes eu ainda me sinto mal?
Hm. Não sabia.
P: É, muita coisa que nós dois não sabemos, mas que fazemos e mesmo assim não nos importamos de contar um pro outro.
Ah, para.
P: Sabia que a coisa mais linda em ti, é teu sorriso e teus olhos? E eu vou confessar, pra mim tu és bonito de qualquer jeito, cabelo curto ou longo.
Vai que a gente se conhece de novo.
P: Eu tenho medo. Medo que a gente não se conheça.
|||\||||\||||
Eu estou precisando de alguma coisa que dure por muito tempo. Que sejam amigos, relacionamentos, livros, pensamentos, passa-tempos, lembranças, feridas, marcas, tattoo's. Eu falei uma vez que não sei aceitar o fato de perder o que eu já senti ser meu, mesmo nunca sendo. Então eu vou me dando conta de como as coisas são duráveis, é como ter validade.
Porém, é como nunca ter valido nada.
Porém, é como nunca ter valido nada.
domingo, 6 de setembro de 2009
Umas frases.
Pense então no tempo que você ganhou, encontrando a pessoa certa e correndo atrás de uma chance melhor, um sorriso mais largo e uma visão mais ampla do que é o amor, mesmo que incompleto, mesmo que desconhecendo o que ainda é tão novo e pequeno, veja o quanto tens ganhado dia-a-dia, afirmando e firmando os passos, que seu coração estará melhor e mais feliz, mesmo tendo que deixar algumas pessoas partirem.
sábado, 5 de setembro de 2009
Pra mim.
Para mim; conversas, notas musicais, sorrisos, palavras, vozes, nozes, sabiá, segredos, cigarros, silêncio, amigos, fotos, pinturas.
Para mim; semáforo, sono, detalhes, reflexos, músicas, brincadeiras, bobagens, sentimentos, brigadeiros.
Pra mim; Tudo mais.
Para mim; semáforo, sono, detalhes, reflexos, músicas, brincadeiras, bobagens, sentimentos, brigadeiros.
Pra mim; Tudo mais.
Sede.
Sede de conversa,
sede de olhar as pessoas nos olhos,
sede de dançar,
garganta muito seca,
Sobretudo mesmo, ta seca por tanta conversa,
tanta gente, tanto quanto o muito.
sede de olhar as pessoas nos olhos,
sede de dançar,
garganta muito seca,
Sobretudo mesmo, ta seca por tanta conversa,
tanta gente, tanto quanto o muito.
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Por um segundo mais feliz.

Deitei ontem a cabeça no sofá e fiquei
olhando para o céu, e apenas uma estrela brilhava
fortemente. As nuvens passavam e eu estava ali,
uma árvore logo ao lado, e o vento soprando e soprando,
até que fixo meu olhar, as nuvens lá no alto cobrem
parcialmente tudo, e por um momento elas pararam,
tudo parou, tudo. Nesta hora eu não me pertenci,
o tempo não pertenceu, as pessoas menos ainda,
a música deixou de ser captada pelos meus ouvidos
e lá estava eu. E então o vento soprou e as árvores
tremeram, e eu voltei, tudo voltou num suspiro e
lá estava eu, de volta a vida.
As emoções pareceram sumir, num momento tão vazio.
Então tudo se liga, parecendo que quando a gente se
completa, tudo se fode.
Sensacional!

São tantas, dessas nossas conversas engraçadas, e as indiretas tão retas que nos fazem rir e rir mais. O tanto quanto eu procuro e não acho, um alguém que ri tão fácil assim, que é tão doce com seu jeitinho. Você que em São Paulo vive nas loucuras mais fantasticamente ditas pelo único meio que temos de conversar, fica assim, tudo tão exposto e com uma sede de quero mais e mais e mais. Para as nossas promessas não existentes, um dia iremos nos conhecer, com diferenças, bebidas nas mãos, um cigarrinho embalado pelo vento e risos, conversas, talvez algumas coradas pela falta de graça, mas tanto faz pra nós, para nós dois. Eu vou rir da sua cara, quando te ver sem jeito assim, e vou te oferecer bebida pra nos soltarmos muito mais, para nos entrosarmos muito mais e então falaremos loucura, divagaremos sobre o que for pra devagar, falaremos das pessoas na rua, das aves, do tempo, das nuvens, dos livros, da gente, e do que for mais. Em todo caso, digo apenas pra ti, és linda com seu jeito sem jeito, seu olhar e cabelos, lisos em onda do mar. Você mais do que me distrai, você me encanta.
E como um dia achei lindo ouvir sua voz falando pra mim, seguida de um sorriso, repito;
És sensacional.
domingo, 30 de agosto de 2009
Os Cigarros, O Sono, O Tempo Monocromático.

Sentindo ausência das músicas,
dos lugares, dos amigos, dos cigarros,
do café quente, do próprio espaço.
Tudo vai sendo consumido, pouco a pouco
até perderem o sentido, então o sentido fica
exposto, do lado de fora, aguardando o momento
certo pra voltar, pra cair em terra,
pra deixar de estar flutuante.
Existe ainda o mundo e as pessoas,
há também cigarros.
Consequências explodem, a estabilidade desaparece,
há também o sono.
Explicações surgem e criam um nada, veróz e tremulo,
há também o tempo monocromático.
Os Cigarros, O Sono, O Tempo Monocromático.
Tudo em ordem de pessoa, tudo existente,
tudo mal reparado. Super básico, o que pbl-to-pbl
tem a dizer, pois é nesta base que mora a expressão
única, sim, estes senhores cansaram e eu continuo.
Sobre os pensamentos recentes.
Tenho pensando nos meus relacionamentos e em específico o com o Tiago, pois foi o mais recente e é onde as marcas ficam mais evidentes. Foi bem difícil levar esse relacionamento a frente, principalmente por que sentia que tinha perdido um grande amigo por meio do começo do meu namoro, mas eu mesmo fui fraco o suficiente pra não encarar o quanto eu mesmo afetava tudo ao redor. Afetei-me, afetei ao Weeb, afetei ao Tiago, e agora as coisas são como são, não apenas por serem, apesar de que esteja posto assim, é porque eu mesmo procurei isso, quase que em exato. Eu não conseguia demonstrar o sentimento que sentia, era inexpressível por um certo tempo, e quando eu esquecia os problemas que tinham no meu namoro, sim, eu era muito feliz. Eu também enfeitei muito, com palavras bonitas e atos também, gestos e detalhes que só eu mesmo percebia, já que não sou muito de me abrir, de deixar as coisas claras, já que gosto de ser complexado, e então durou metade de um ano, eu pude viver tanta coisa e aprender um pouco mais sobre relacionamento, mas pra mim não foi o suficiente pra ir a frente. Eu estraguei (não sozinho, mas com participação especial do Tiago e Weeb) o relacionamento, e não culpo realmente ninguém, mesmo que queria, mesmo que eu deva por a culpa em algo apenas pra aliviar mais a situação que já a muito passou, quase metade de outro ano tem se passado e os registros, as imagens, lembranças, sentimentos e tudo o mais que infere sobre mim e Tiago estão sempre por ai, nos detalhes. Os sentimentos ainda nem mudaram por completo, a vácuo ainda é um pouco existente e as lembranças estão em toda parte, pelas ruas que eu ando, pelas pessoas que eu converso, pelo meu quarto, pelo tempo e clima e por todo o resto, e sempre me fazendo lembrar e então dar um valor a mais a ele, a quem ele foi e a como tudo se foi, pela forma e tudo mais. Foi uma situação nova, mas não foi expressamente chocante, mas foi realmente inesperada, e que eu sei, passou. E então eu penso em como são os relacionamentos das outras pessoas, como elas morrem depois dos términos e voltas, e os tais "gimme a break" e assim por diante, mas sempre sofrendo e pensando no tudo que foi, no que pode fazer pra fazer voltar, em como é difícil e logo nas próximas promessas de amores diferentes e extintos. Amar é doer, mas amar também é amar, é estar bem e feliz, mas eu acho um erro tão grande, quando nós nos perdemos no amor, quando nos envolvemos e deixarmos que isso tome uma proporção tão grande na nossa vida. Eu não conseguiria me doar pra um amor, não agora e pelo jeito que o meu pensamento está, pois eu sinto que a vida esta ligada a tudo, e o amor é apenas mais uma parte dela, nunca vai ser um amor ou uma pessoa que te completará, que te fará apenas feliz. As razões pra vida, dizem que o maior motivo das nossas vidas é esse, achar um amor pra vida inteira, e não é, não é mesmo, não pra mim. Pois quando somos crianças, não brincamos e brincamos e é este o nosso maior motivo ? e quando jovens é a liberdade ? e quando adultos pra maioria é um rumo de vida ? Então por que agora, eu que sou tão novo, deveria me prender tão a fundo, com tanto afinco assim em apenas um sentimento, em apenas uma pessoa. Por que eu sei que nascemos livres, que estamos predestinados a lutar, a maioria pelas mesmas coisas, que seremos sempre muito parecidos e diferentes, que vamos sorrir e chorar, e nos ferir, nos magoar, nos martirizar, nos vangloriar e nos elogiar, achar que estamos prontos e que estamos perdidos, e tudo sempre tão relativo, tudo sempre com dois ou três e talvez mais lados do que possamos explorar! E então, cadê o ênfase de tudo que vivemos? Para o que estamos predestinados? Desculpa, eu não acredito que esteja predestinado ao que vivo apenas por destino e só, e eu tenho vivido dia pós dia, respirando e olhando o que está ao meu redor e tentado imaginar da melhor forma possível que eu posso mudar tudo, que eu posso fazer da minha vida muito mais e sempre muito mais. Eu sei que eu me canso de estar triste algumas vezes, mas é até bom esse sentimento. Então, acredito que por agora é um passo novo, novamente vou me sentir satisfeito por um tempo que não sei e nem conseguirei determinar, e me centralizarei para que eu possa me estabilizar novamente, pra ser mais feliz do que já sou, sem ter que ter um motivo apenas, e sim todos num todo completo, ser feliz por que felicidade é algo que traz um bem e bom, acredite quando eu digo, tudo isso aqui é triste e vazio, sempre solitário, mas há uma beleza morta, é ai que está, onde está todo o sentido.
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Quick and Slowly.
Eu espero por algo grandioso me salvar, uma vontade de amor intenso. Espero os finais de tarde, espero acabar meus cigarros, espero chegar o final de semana, espero a dor nos ouvidos passar, espero os melhores amigos me procurar. Fico tentando criar remontes para as minhas ideias encaixarem com os dizeres da minha cabeça, me mantendo, me segurando, sem assaltos e por isso eu falo meio desconexo. Porque cansar tanto de indecisões, por que sempre voltar atrás e seguir. Sei bem que as minhas decisões são cheias de excessões. Por que ter repulsa tão rápido, jogar fora tão rápido, pensar rápido e falar rápido,
quick,
fast,
go!
Eu lembro de muitas coisas, eu esqueço de muitas coisas, eu me recordo e apago, esqueço e recrio, relembro e escondo, me escondo e então fico tranquilo, e apesar de tudo, apesar do coração disparar, do sentimento vir a tona, da saudade bater forte, apesar de lembrar de ti quando estou no meu quarto, no escuro, pensando antes de dormir, apesar de tudo, por que eu não consigo deixar isso seguir. Por que é tão claro, é tão fácil enxergar que isso passa, que existem outras pessoas, que tenho outra vida agora, que não tem paixão que nos faz pertencer.
slowly,
low,
down!
Por que eu crio previsões e faço-as verdadeiras, por que eu sou negativo assim, por que eu não sei lidar, por que dói tanto saber que eu estrago, por que eu só estrago, por que eu não sei deixar de gostar do estrago. Eu deveria saber, você deveria saber. Talvez você não possa ajudar, mas eu queria essa tentativa.
quick,
fast,
go!
Eu lembro de muitas coisas, eu esqueço de muitas coisas, eu me recordo e apago, esqueço e recrio, relembro e escondo, me escondo e então fico tranquilo, e apesar de tudo, apesar do coração disparar, do sentimento vir a tona, da saudade bater forte, apesar de lembrar de ti quando estou no meu quarto, no escuro, pensando antes de dormir, apesar de tudo, por que eu não consigo deixar isso seguir. Por que é tão claro, é tão fácil enxergar que isso passa, que existem outras pessoas, que tenho outra vida agora, que não tem paixão que nos faz pertencer.
slowly,
low,
down!
Por que eu crio previsões e faço-as verdadeiras, por que eu sou negativo assim, por que eu não sei lidar, por que dói tanto saber que eu estrago, por que eu só estrago, por que eu não sei deixar de gostar do estrago. Eu deveria saber, você deveria saber. Talvez você não possa ajudar, mas eu queria essa tentativa.
Pbl.

Gostos sempre curtos.
Garotos sempre curto, curtos. Com um olhar todo meu, olhos cor de mel. Semitons brilhantemente observados. Fumante, e adorador de vodka, sempre misturada, assim causando alegria, empolgação. Com a barba crescendo e meio entediante, meio entediado, meio desajeitado e pensador.
Desacostumar de sentimentos, por vezes assim, ou não.
Língua afiada, a base de tapas em palavras, misto de falseia e realismo,
com um ritmo meio acelerado mais demonstrando sempre menos.
Divagações e ininteligência,
gay, mas adorando garotas interessantes,
gay, mas desejando garotos interessantes,
Livros sempre muito bons, dizeres blasé mas atitudes nem ai,
querer loucuras pra si e singularizar sempre,
nunca gostando de parecer outros nas ideais,
idealista, e gostando da palavra situacionista.
Travessuras, malícia, deprê cliché, tédio amoroso,
café, cigarro carlton e outros, coleção, pensador de amores passados.
Pbl.
Line hurt.

E sabe então, que são tantos momentos da vida que me batem na cara. Sinceramente, dói. Sinceramente, dói tão rapidamente que parece que tenho sede, quero mais. Não é por loucura,
mas eu gosto de um drama, gosto de uma novela, the famous soap opera, o grande final que não tem final. É um relance de novela batido, filme repetido, sonhos clichés, desejos num tom agudo de mesmice. São como pessoas que ficam andando pelos lados, atrás de mim, como uma sombra e eu não esqueço, eu não esqueço e gosto de relembrar da desgraça. É gostar demais do estrago, pela simples fome da tristeza, é o fabuloso tédio parisiense, os dias monótonos, as gotas que caem do céu, de nuvens carregadas de suor mundano. E então as vezes sinto que dói mas até pouco demais, e acendo cigarros só pra encurtar o meu prazo, que faz bem, tudo muito bom. Alias, é como a morte, estou sendo a morte com fantasmas que se reparados, são quase como asas para novos pensamentos. E há uma linha ténue entre eu e você, você e ele, ele e nós, nós e o resto.
Umas palavras do que fomos.
Um romance turbulento.
Começamos pelos lugares costumeiros, na escola e no shopping,
nas ruas e na minha casa. Nos dávamos as mãos por debaixo da
minha mochila, nos mandávamos beijos quando ninguém nos olhava,
e qualquer motivo era inventado, para nos abraçarmos, nos tocarmos.
No refeitório do colégio, com as mãos por debaixo da mesa, com os beijos
nas costas e nas costas das mãos. Com os beijos furtivos no banheiro e nas salas de aula,
e logo chegando foi o final do ano, logo a gente se viu tão pouco, lembro bem.
E então veio o ano novo, e veio junto o teu aniversário, veio também três dias juntos, e dormimos juntos e acordamos juntos, rimos juntos e choramos, nos abraçamos e tomamos champagne, conversamos com muitas pessoas e fizemos palhaçadas, tomamos banho e nos enxugamos, dançamos sozinhos no meu quarto e ficamos achando engraçado tudo que havia rolado. Eu te amei, mesmo antes de te conhecer, eu te quis mesmo antes de imaginar ser possível. E logo então vieram os próximos dias, com nossas idas ao forte do castelo, nos beijando em público, arriscado e excitante, era o risco meu por ti, era um passo a frente por ti. E quando íamos no Can e ficávamos por ali, quando ainda estudavas ficávamos até tão tarde debaixo do sol, apenas conversando e rindo, e nos olhando ou até mesmo calados, mas amando. Ainda tem muito mais, tão mais que eu não consigo esquecer, e não sei você. Talvez não tenha esquecido, e sim apenas não lembra, já que não tem mais por que. Mas o pior é que eu não fui o primeiro amor, por que eu não fui nada em primeiro, você deixou tudo rápido demais. E eu percebi tudo lento demais. Estávamos um pouco assustados.
Começamos pelos lugares costumeiros, na escola e no shopping,
nas ruas e na minha casa. Nos dávamos as mãos por debaixo da
minha mochila, nos mandávamos beijos quando ninguém nos olhava,
e qualquer motivo era inventado, para nos abraçarmos, nos tocarmos.
No refeitório do colégio, com as mãos por debaixo da mesa, com os beijos
nas costas e nas costas das mãos. Com os beijos furtivos no banheiro e nas salas de aula,
e logo chegando foi o final do ano, logo a gente se viu tão pouco, lembro bem.
E então veio o ano novo, e veio junto o teu aniversário, veio também três dias juntos, e dormimos juntos e acordamos juntos, rimos juntos e choramos, nos abraçamos e tomamos champagne, conversamos com muitas pessoas e fizemos palhaçadas, tomamos banho e nos enxugamos, dançamos sozinhos no meu quarto e ficamos achando engraçado tudo que havia rolado. Eu te amei, mesmo antes de te conhecer, eu te quis mesmo antes de imaginar ser possível. E logo então vieram os próximos dias, com nossas idas ao forte do castelo, nos beijando em público, arriscado e excitante, era o risco meu por ti, era um passo a frente por ti. E quando íamos no Can e ficávamos por ali, quando ainda estudavas ficávamos até tão tarde debaixo do sol, apenas conversando e rindo, e nos olhando ou até mesmo calados, mas amando. Ainda tem muito mais, tão mais que eu não consigo esquecer, e não sei você. Talvez não tenha esquecido, e sim apenas não lembra, já que não tem mais por que. Mas o pior é que eu não fui o primeiro amor, por que eu não fui nada em primeiro, você deixou tudo rápido demais. E eu percebi tudo lento demais. Estávamos um pouco assustados.
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