terça-feira, 11 de agosto de 2009

Line hurt.


E sabe então, que são tantos momentos da vida que me batem na cara. Sinceramente, dói. Sinceramente, dói tão rapidamente que parece que tenho sede, quero mais. Não é por loucura,
mas eu gosto de um drama, gosto de uma novela, the famous soap opera, o grande final que não tem final. É um relance de novela batido, filme repetido, sonhos clichés, desejos num tom agudo de mesmice. São como pessoas que ficam andando pelos lados, atrás de mim, como uma sombra e eu não esqueço, eu não esqueço e gosto de relembrar da desgraça. É gostar demais do estrago, pela simples fome da tristeza, é o fabuloso tédio parisiense, os dias monótonos, as gotas que caem do céu, de nuvens carregadas de suor mundano. E então as vezes sinto que dói mas até pouco demais, e acendo cigarros só pra encurtar o meu prazo, que faz bem, tudo muito bom. Alias, é como a morte, estou sendo a morte com fantasmas que se reparados, são quase como asas para novos pensamentos. E há uma linha ténue entre eu e você, você e ele, ele e nós, nós e o resto.

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