Eu treino meus dizeres diariamente.
Troco de roupa, de pele,
apago cigarro atrás de cigarro,
atiço as ideias perigosas,
arrisco por olhar acima do muro,
o que tem me aguardando,
os planos que se vem guardando.
Eu confesso, iria me apaixonar fácil,
com teus olhos fixados aos meus,
teu braço apertando os ombros,
o peito, pousando o rosto ao pescoço,
deixando a respiração ao meu ouvido;
lenta, quente, maldita e provocante.
Quando eu falar desconsertado,
vou segurar tua mão, tentar me iludir
em ser um pouco seu, realinhando os
meus gostos, tudo sem esforço, aos teus.
Double Post: Um Nome a Escolher
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terça-feira, 22 de setembro de 2009
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Com Franz e devagações.
Um som tocando ao fundo e umas ideias na cabeça. Penso que as palavras estão cada vez mais escassas, e então penso as vezes no que vivemos, e fico recriando algumas das nossas lembranças, só por desejo. Eu sei que já se tornou um fato consumado, e há tempos, mas vou deixando estes meus sentimentos mais simples, e vou retificando lembrança por lembrança, tirando a importância que se tem, quando eu penso de um jeito diferente. Eu acendo cigarros, escuto músicas, saio pela cidade e conheço novas pessoas, tenho casos, escrevo, estudo, brinco e fico rindo, risco minha parede, olho os finais de tarde, sonho contigo e com outras pessoas, apago cigarros, ando pela cidade, bebo por ai, riu fácil, conto sobre mim e ponho em prática novas ideias e isso é tudo distração, por que não me seguro por mais de 30 minutos, não me seguro em nada por agora. Não exitante, ainda resta algo abobadado.
Vinte e quatro.
Vinte e quatro.
1º Você não me liga mais.
2º Você não tem mais amor por mim.
3º Você não se importa como vai a minha vida.
4º Você não tem interesse pelas coisas que eu faço.
5º Você não vai me visitar.
6º Você não escreve mais na minha parede.
7º Você não me diz coisas bonitas.
8º Você não fala mais comigo.
9º Você não lembra da gente.
10º Você não sente saudades.
11º Você não me trata com o mesmo afeto.
12º Você não me tem mais, nem por osmose.
13º Eu não te telefono mais.
14º Eu não te procuro mais.
15º Eu não te procuro mais nos mesmos lugares.
16º Eu não vou mais na sua casa.
17º Eu não escrevo mais nada diretamente a você.
18º Eu não posso mais me perder em teus olhos, teus lábios, teu pescoço e teu cabelo.
19º Eu não sinto mais você por perto.
20º Eu não consigo me aguentar quando é pra falar sobre você.
21º Eu não te odeio.
22º Eu não te vejo a muito tempo.
23º Eu não posso mais recobrar todo o tempo que passou.
24º Eu não vou negar que contei todos os dias, e hoje faz 4 meses que deixamos de ser tudo o que eu quis. E todo o sonho que criei, na minha cabeça foi embelezado. Porém, maltrato foi querer morar, a falta de pulso foi grande e teu 'situacionismo' nem ponderado foi, por isso aqui vai vinte e quatro e logo depois um a mais, e então seguirá em diante, apenas por lembrança e salvação com o futuro.
1º Você não me liga mais.
2º Você não tem mais amor por mim.
3º Você não se importa como vai a minha vida.
4º Você não tem interesse pelas coisas que eu faço.
5º Você não vai me visitar.
6º Você não escreve mais na minha parede.
7º Você não me diz coisas bonitas.
8º Você não fala mais comigo.
9º Você não lembra da gente.
10º Você não sente saudades.
11º Você não me trata com o mesmo afeto.
12º Você não me tem mais, nem por osmose.
13º Eu não te telefono mais.
14º Eu não te procuro mais.
15º Eu não te procuro mais nos mesmos lugares.
16º Eu não vou mais na sua casa.
17º Eu não escrevo mais nada diretamente a você.
18º Eu não posso mais me perder em teus olhos, teus lábios, teu pescoço e teu cabelo.
19º Eu não sinto mais você por perto.
20º Eu não consigo me aguentar quando é pra falar sobre você.
21º Eu não te odeio.
22º Eu não te vejo a muito tempo.
23º Eu não posso mais recobrar todo o tempo que passou.
24º Eu não vou negar que contei todos os dias, e hoje faz 4 meses que deixamos de ser tudo o que eu quis. E todo o sonho que criei, na minha cabeça foi embelezado. Porém, maltrato foi querer morar, a falta de pulso foi grande e teu 'situacionismo' nem ponderado foi, por isso aqui vai vinte e quatro e logo depois um a mais, e então seguirá em diante, apenas por lembrança e salvação com o futuro.
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Esboço.

Tudo foi rolando.
Choro, e risos, e traços, marcados,
amor e loucura. Tudo foi morrendo.
Olhos, cabelo, cabeça, pescoço, dentes,
traços, marcados de novo.
Tudo se esvaindo.
Saudade, cansaço, lembranças,
momentos, tempo, paisagem, imagem,
loucura, frescura absurda.
Você foi fazendo o desfeito e desfeche que
acabou com minha paciência, decência,
eminencia que não existe mais hoje, só hoje.
Eu corri, sorri, revi, vivi, me abri, percorri
todo o meu melhor e me achei mais sensato.
Sei que passa, sei que você passa, sei que nós iremos nos reencontrar em Outubro, só pra nos fazer companhia absurda, relembrar que nossos nomes são algo importante e escondido, são algo diferente e promiscuo, nos desejaremos apenas pra nos olhar.
Umas palavras do que fomos.
Um romance turbulento.
Começamos pelos lugares costumeiros, na escola e no shopping,
nas ruas e na minha casa. Nos dávamos as mãos por debaixo da
minha mochila, nos mandávamos beijos quando ninguém nos olhava,
e qualquer motivo era inventado, para nos abraçarmos, nos tocarmos.
No refeitório do colégio, com as mãos por debaixo da mesa, com os beijos
nas costas e nas costas das mãos. Com os beijos furtivos no banheiro e nas salas de aula,
e logo chegando foi o final do ano, logo a gente se viu tão pouco, lembro bem.
E então veio o ano novo, e veio junto o teu aniversário, veio também três dias juntos, e dormimos juntos e acordamos juntos, rimos juntos e choramos, nos abraçamos e tomamos champagne, conversamos com muitas pessoas e fizemos palhaçadas, tomamos banho e nos enxugamos, dançamos sozinhos no meu quarto e ficamos achando engraçado tudo que havia rolado. Eu te amei, mesmo antes de te conhecer, eu te quis mesmo antes de imaginar ser possível. E logo então vieram os próximos dias, com nossas idas ao forte do castelo, nos beijando em público, arriscado e excitante, era o risco meu por ti, era um passo a frente por ti. E quando íamos no Can e ficávamos por ali, quando ainda estudavas ficávamos até tão tarde debaixo do sol, apenas conversando e rindo, e nos olhando ou até mesmo calados, mas amando. Ainda tem muito mais, tão mais que eu não consigo esquecer, e não sei você. Talvez não tenha esquecido, e sim apenas não lembra, já que não tem mais por que. Mas o pior é que eu não fui o primeiro amor, por que eu não fui nada em primeiro, você deixou tudo rápido demais. E eu percebi tudo lento demais. Estávamos um pouco assustados.
Começamos pelos lugares costumeiros, na escola e no shopping,
nas ruas e na minha casa. Nos dávamos as mãos por debaixo da
minha mochila, nos mandávamos beijos quando ninguém nos olhava,
e qualquer motivo era inventado, para nos abraçarmos, nos tocarmos.
No refeitório do colégio, com as mãos por debaixo da mesa, com os beijos
nas costas e nas costas das mãos. Com os beijos furtivos no banheiro e nas salas de aula,
e logo chegando foi o final do ano, logo a gente se viu tão pouco, lembro bem.
E então veio o ano novo, e veio junto o teu aniversário, veio também três dias juntos, e dormimos juntos e acordamos juntos, rimos juntos e choramos, nos abraçamos e tomamos champagne, conversamos com muitas pessoas e fizemos palhaçadas, tomamos banho e nos enxugamos, dançamos sozinhos no meu quarto e ficamos achando engraçado tudo que havia rolado. Eu te amei, mesmo antes de te conhecer, eu te quis mesmo antes de imaginar ser possível. E logo então vieram os próximos dias, com nossas idas ao forte do castelo, nos beijando em público, arriscado e excitante, era o risco meu por ti, era um passo a frente por ti. E quando íamos no Can e ficávamos por ali, quando ainda estudavas ficávamos até tão tarde debaixo do sol, apenas conversando e rindo, e nos olhando ou até mesmo calados, mas amando. Ainda tem muito mais, tão mais que eu não consigo esquecer, e não sei você. Talvez não tenha esquecido, e sim apenas não lembra, já que não tem mais por que. Mas o pior é que eu não fui o primeiro amor, por que eu não fui nada em primeiro, você deixou tudo rápido demais. E eu percebi tudo lento demais. Estávamos um pouco assustados.
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