quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Cartas vem de longe, trazendo histórias recheadas de saudade e sentimentos.
Eu acordo e me arrumo, bem devagar, sempre demorando no cabelo e blusa,
vou continuamente até chegar na porta, bato-a e saio a rua, o sol ta forte hoje, mas vou embora sem pestanejar. O ônibus me leva pro centro da cidade, e no ônibus é tudo barulhento e elegante, tem um certo ritmo de tristeza e concordância. Desço e vou caminhando, tiro da mochila uma carta, que nela eu escrevi sobre você, sobre seu jeito e seus sonhos, e pus lá também seus medos e sentimentos, coloquei seus detalhes e anexei uma foto, para que assim pudessem saber como você é. Cartas saem de tão longe para um destinatário conhecido/desconhecido, alguém recebe. Eu mandei as minhas pra Itália, pra França, pra Inglaterra. Todas eram a mesma, todas falavam de você, e eu escolhi pessoas desconhecidas, e não espero resposta. Eu compartilhei o que pensava naquela hora, recheando-as para alguém, para terem um sonho, sobre o que pensar por algum tempo.

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