Mostrando postagens com marcador Razão ?. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Razão ?. Mostrar todas as postagens

sábado, 24 de outubro de 2009

Tomando controle.

Tomando conta do meu cérebro,
Não sinto a mente. Face e lábios frios.
Tornando-me vulnerável, novamente.
Uma estação de trem, embarcando no trem das 11h,
estou partindo para o exterior,
estou ficando sem senso, sem medições,
estou me arqueando sobre você,
estou querendo me entregar, novamente.

Eu me perco em ritmo, compassado, rápido e lento.
Facilmente.
Lentamente.
Me asfixia, me tem em mente.

Um semitom perpassa meus ouvidos,
fico entre seguir e partir, fico estático,
com um pé no trêm e outro na estação,
me envolvendo, me desguiando.
Eu não penso mais.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009
























Nós queremos todo o fabuloso estrago.
A bagatela só se faz com drama,
só existe sentimentalismo quando há
pra quem doer, pra um lado é a vertigem
e o outro fica em tenue, que desfere, fere.
Porém, se eu não fosse jovem, haveria algum mal,
mas não há mais nada sobre isso, os postais velhos
eu os mandei pro teu outro remetente.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Umas palavras do que fomos.

Um romance turbulento.
Começamos pelos lugares costumeiros, na escola e no shopping,
nas ruas e na minha casa. Nos dávamos as mãos por debaixo da
minha mochila, nos mandávamos beijos quando ninguém nos olhava,
e qualquer motivo era inventado, para nos abraçarmos, nos tocarmos.
No refeitório do colégio, com as mãos por debaixo da mesa, com os beijos
nas costas e nas costas das mãos. Com os beijos furtivos no banheiro e nas salas de aula,
e logo chegando foi o final do ano, logo a gente se viu tão pouco, lembro bem.
E então veio o ano novo, e veio junto o teu aniversário, veio também três dias juntos, e dormimos juntos e acordamos juntos, rimos juntos e choramos, nos abraçamos e tomamos champagne, conversamos com muitas pessoas e fizemos palhaçadas, tomamos banho e nos enxugamos, dançamos sozinhos no meu quarto e ficamos achando engraçado tudo que havia rolado. Eu te amei, mesmo antes de te conhecer, eu te quis mesmo antes de imaginar ser possível. E logo então vieram os próximos dias, com nossas idas ao forte do castelo, nos beijando em público, arriscado e excitante, era o risco meu por ti, era um passo a frente por ti. E quando íamos no Can e ficávamos por ali, quando ainda estudavas ficávamos até tão tarde debaixo do sol, apenas conversando e rindo, e nos olhando ou até mesmo calados, mas amando. Ainda tem muito mais, tão mais que eu não consigo esquecer, e não sei você. Talvez não tenha esquecido, e sim apenas não lembra, já que não tem mais por que. Mas o pior é que eu não fui o primeiro amor, por que eu não fui nada em primeiro, você deixou tudo rápido demais. E eu percebi tudo lento demais. Estávamos um pouco assustados.