quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Reativar o ar ao redor, realinhar o chão.

Reativar o Ar.

E assim começo a por as ideias no lugar e então tentar recuperar algumas amizades, recuperar também a sanidade do pensamento, a ordem, a tal dita razão. Estive com a razão embaralhada. O motivo disto, é que tentei separar a razão do sentimentalismo, ou agir com um ou com outro e, até várias vezes, tentei balancear um pouco de cada e tomar as decisões da minha vida. Mas, a verdade mesmo, era que eu estava sendo preguiçoso e, então, parando de pensar, do dito pensar mesmo, de tentar enxergar toda a situação de vários ângulos. O que seria ver por vários ângulos? Posso explicar com lógica o que se ganha e perde, o quanto vale arriscar aqui ou ali, a situação normal de cada dia, o mesmo que acordar de manhã e resolver inventar uma desculpa pra não ir a escola ou enfrentar a água fria, a manhã gélida e as pessoas com caretas de sono, falando aqui e ali que dormiram muito ou pouco, que chegarão atrasadas no trabalho ou na escola, ou em outro lugar qualquer que tenham um compromisso. Compromisso é o que assumimos fazer com uma pessoa ou coisa, e esses compromissos nos fazem reagir a vida, a levantar cedo ou tarde, e ir em busca dessa tal coisa e concluí-la. Mas então isto não seriam apenas responsabilidades diárias? Talvez sim. Talvez seja apenas os compromissos de cada dia, que nos fazem sair do tédio, daquele famoso nada. Imunizamos várias coisas, como nossos amigos e situações que estão relacionadas a elas, e colocamos patamares que não precisam estar listados de um a dez, e sim apenas pensar por talvez três segundos, se fulano é mais importante do que alimentar seu bichinho de estimação ou se a farra com o ciclano será melhor ao invés de ficar em casa vendo um filme ou batendo papo no Msn com a namorada ou amigos, em geral e, quem sabe até mesmo os dois. Mas então o que seria reativar este tal ar? Todos nós sabemos que precisamos de ar pra viver e respirar, porém também sabemos que precisamos de um algo a mais, do que nos faz ter a vontade de viver e esta coisa/pessoa/ou qualquer outro objetivo é que nos faz levantar da cama todos os dias e viver. Ninguém vive apenas por viver, e nem ao menos aceita apenas a simples e monótona ideia de que a vida pode ser levada apenas por levar. Nós fazemos as coisas pelos outros ou por nós mesmos, e ganhamos inspiração para isso, pra nos sentirmos melhores e mais felizes, e quem não faz e mesmo assim diz que está bem, que está tranquilo e não necessita de nada, sim, é mentira. Os desacreditados ao amor, aos amigos, a felicidade, estes precisam reativar seu ar ao seu redor, pois nós abstraímos tudo de fora pra dentro, e o que vem de fora é tão importante quanto ao que vem de dentro. O que está fora são as pessoas, o seu café da manhã, o seu trabalho e seu café frio ou quente, que você mesmo sabendo que esfriou, toma um gole, e é por isso que reativar o ar é tão importante, por que nós precisamos estar vivos e sentir isto dentro, dentro do peito, perto do coração, pois mesmo o cérebro que cria todos os sentimentos, nós sentimos no peito o que ele cria, e sentimos isto com o ar que temos respirado dia a dia.
Realinhar o chão, depende se você reativa seu ar ao redor, pois é com ele que podes dar seguimento a vida, e olhar tudo por vários pontos de vista e criar assim toda a vontade e filosofia do que vives, pois a vida é filosoficamente complexa, e toda a complexidade da mesma está na base de respirar e se levantar. Arriscar faz parte do mundo que vivemos e, por tudo, arriscamos os nossos sentimentos que são os únicos feridos ou retribuídos. Pois nós gostamos mesmo é do sarcasmo e da dor, gostamos de sofrer pra poder dizer que vivemos muito e assim termos histórias pra contar para amigos, filhos, netos e até mesmo para aquelas pessoas dos pontos de ônibus ou estações de trem. Mas não devemos nos enganar quanto a ser um ser humano, pois não é normal do ser humano sofrer por amor e sentir na pele pra aprender, pois não temos aprendido mesmo que pelos outros o que a vida é e o quanto ela faz sentido? Não devemos nos precipitar apenas por precipitação e só, e sim, devemos arriscar o quanto pudermos, e deixar as situações perigosas. Muitas vezes faz jus o jogo de cintura, a ter nas mãos todo o poder de saber como levar as situações que vivemos.
Pois do começo ao final devemos ter na mente apenas a ordem básica e simples, complexamente simples que pra ser feliz basta reativar o ar ao redor, realinhar o chão.

Nenhum comentário:

Postar um comentário